miraculous

::MIRA-MURAL::
Filosofias de uma vida cotidiana

"Deus é fiel porque nunca foi casado" Thiago Kiabão enfim coloca seu nome na fama.

"Daqui a 50 anos deve ter alguma política pública para as pessoas se reproduzirem e pararem de criar poodles" Minha previsão sobre onde vai dar essa onda de viadagem mundial

"Quer coerência? Vai ler o dicionário!" Eu, em momento de fúria.

"Não importa quem derramou a água. Eu to passando o rodo". Dudu, com a sabedoria do velho Camurba

"Relaxa e goza porque você esquece todos os transtornos depois" Marta Suplicy, sobre a crise aérea (detalhe: após o dia dos namorados)

"Tempos difíceis. O vizinho faz churrasco e nego passa o pão na fumaça." anônimo

"Sou daquelas pessoas que acredita que o copo está sempre meio cheio. De veneno". Woody Allen

"Depois da tempestade vem a enchente". Sabedoria Popular Paulistana

"Sexs(sic) é uma coisa que quase todo mundo gosta" Presidente Lula conseguiu fazer uma frase sem usar metáforas

"A vida é um chiclete que com o tempo vai perdendo o açúcar e a maciez" Malvadão

"O dia pode ter 24h se você quiser..." Ana Maria Braga

"Todo ser humano é um espermatozóide de sucesso" Salomitas

"Vai chover até sapo pedir canoa" and "Vai chover até cachorro beber água em pé" - Eunice, minha progenitora honrando o sangue da família .

"Estou sempre um passo a frente. Como um carpinteiro que contrói escadas" Andy Bernard, novo personagem da 3ª temporada de The Office

"After another heated discussion, Charles decided never again to talk to milk." Wulffmorgenthaler

"O que o homem não muda, Deus ajuda" Diego Iraheta em momento de religiosidade pós-moderna

"Felicidade tinha que ser igual CPMF. Provisória, mas sempre prorrogada." m.

"Jesus é o Senhor, mas Chuck Norris é o cara" M.

"É melhor ser politicamente incorreto do que ter hanseníase" Léo e Mira

"Quem iPod, pode!" Raphael Machado em momento de inspiração.

"A gente vai pra frente até com um pontapé" Markelly Martins honrando o sangue da família

"Por que será que tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?" Roberto Carlos - O Rei

"Me gusta String" anônimo

"O álcool é o gelol da alma" Malvadão

"É melhor correr na chuva do que andar devagar no guarda-chuva" Ana Guerreiro

"Os que não é não é. Os que é, é" Tati Quebra Barraco

"O meu objetivo de vida é construir uma frase pro mira-mural!" Gabriel em momento de desafio

"O único plano certo pra minha vida em 2006 é o Plano Piloto". M

"Lugar de Sonho é na Padaria". M

"Quero o meu Cupim!" M

"Acho que a gente tem q ser patriota e odiar o nosso próprio presidente"
Post de um tal de Fábio no orkut sobre os protestos de estudantes da UnB contra o Bush.

As baleias da areia tocam acordeon. Coragem, o Cão Covarde

Eu durmo tanto para poder sonhar mais Mira

Assim não pode. Assim não dá. FHC

(Come chocolates, pequena; Come chocolates! Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates. Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria. Come, pequena suja, come! Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes! Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho, Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.) Fernando Pessoa

We’ll never be younger than today. Tahiti 80

E a nave ficou pairando no ar assim como os tijolos não são capazes de fazer. O Guia do Mochileiro das Galáxias

No princípio não era. Até que foi. Rodrigo Borges, o Chang, na companhia de Rodrigo Bernardes e Mirelle.



Terça-feira, Janeiro 06, 2009

Gente, consegui. Que mistério...
Mas se alguém aparecer por aqui, apareça por aqui também: http://miramural.blogspot.com/


Quarta-feira, Dezembro 03, 2008

Depois de pensar como os ventos se movimentam, concluiu que deve ter alguma coisa relacionada ao movimento dos mares. Uma explicação tão satisfatória que nem se lembrou de buscar no google mais tarde.

Entre uma tragada e outra, pensamentos que se dispersavam com a fumaça eram comuns. Na maioria das vezes, eram balanços, planos ou o que faria se ganhasse a mega-sena da semana.

Pensar no mar fez lembrar outra coisa. Tempo atrás, numa das últimas e únicas vezes que fui ao mar, estava com uma amigas em cima de uma prancha pequena, dessas para brincar mesmo. O mar era de fim de tarde, calmo e maré baixa. Como não tinham ondas para pegar jacaré, resolvemos só ficarmos deitadas. Uma de frente para a outra, conversando sobre as questões mais importantes que se tinham notícia aos 12 anos.

Sem perceber, a maré nos levou lentamente para trás. E, conforme o assunto ia mudando e nossos olhos continuavam vidrados uma na outra, o mar ia, silenciosamente, continuando o seu movimento retrógrado e nos afastando do que foi a nossa casa por 2 semanas.
Como em toda conversa, chega uma hora em que o papo fica chato, é necessário mudar de assunto, ou encerrar de vez. Quando olhei para frente, na tentativa de desviar o olhar de alguma coisa que não queria dizer, vi que estávamos muito, muito longe da praia.

Ensaiei descer da prancha, mas, com as mãos apoiadas no pedaço de isopor, meus pés não alcançavam o fundo. Aí, braçada e mais braçada. Acho que, aos 12 anos, eu devo ter gritado também. E ter ficado com o coração disparado. E também achado que essa foi a experiência mais emocionante da minha vida do planalto até então.
Chegamos salvas em casa. Ofegantes. Prometemos segredo. A minha amiga não cumpriu, e nossos pais não deixaram mais irmos sozinhas à praia

Terça-feira, Novembro 18, 2008

E tivemos hoje, senhoras e senhores, um dia que não amanheceu.

Os trabalhadores que costumam acordar antes do nascente estranharam chegar com a marmita fria no trabalho e a lua no céu. Os que ainda dormiam, dormiram mais um pouco.
Ainda estava escuro quando o sono acabou, quase perto do meio dia sem sol do meio dia. Jornalistas loucos e suas lanternas procuravam professores da USP para esclarecer o fenômeno. Eclipse? Poluição? Não sabemos, senhora. O céu não tem nada a declarar.
Do outro lado, seus representantes, pregavam o fim do mundo.
Entrem para a igreja e vejam a verdadeira luz, clamou um na praça enquanto eu aproveitava a padaria vazia para comprar meu café da manhã. Sem manhã, muitos preferiram o churrasquinho da esquina.
A lua reinava.
O cachorro quente também.
O sol, meus caros, havia dormido mais uns minutinhos.
Mas minutinhos no relógio dele. Às 17h, no meu relógio que é adiantado 10 minutos para eu não me atrasar, o sol apareceu rapidinho para dizer: sol hoje, só amanhã. Meteorologistas ouviram incrédulos.
Noticiaram chuvas isoladas.

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

Pronto. Paramos o tempo naquele momento em que as luzes dos vizinhos eram a nossa lua e estávamos no Pólo Norte. Não, não, foi antes, quando o abraço de Bergman nos uniu no meio da sala. Ou talvez um pouco depois, quando não parava de afundar nos seus olhos que são... verdes? Azuis? Acastanhados? São tantos momentos, tantos detalhes que, por viver uma semana, poderia passar a vida inteira escrevendo. Quero fazer uma troca: Viver a vida toda e escrever nos intervalos.



Quinta-feira, Setembro 18, 2008

São 19h45. 45 minutos depois do tempo em que, oficialmente, as coisas deveriam fechar. Mas não, as pessoas continuavam ali. Gastando energia, imprimindo folhas e folhas de papel. E, claro, bebendo café.

Eu sou uma cafeteira caseira.
Fui feita para atender as necessidades de uma família. Uma família pequena. De pais que não ficam em casa nunca, saem correndo para trabalhar, deixam os filhos com a empregada nos dias de semana e com os avós aos fins de semana. E eu ficaria lá, na cozinha bem planejada com móveis todeschini, pouco barulho e, principalmente, pouco café. Ouvi histórias de máquinas que se deram muito bem, mudaram de casa com os donos, uma está até em uma cobertura.

Eu não tive a mesma sorte. Não nasci com a caldeira voltada para a lua e estou aqui, em uma copa improvisada entre os arquivos e o banheiro. Sem janela.
É até bem animado às vezes. Alguns dias eu acordo de bom humor e aprecio as conversas rápidas nos menos de 30 segundos que levo para fazer um café. Mas não é sempre que estou rindo para as paredes. Até as 10h da manhã eu já devo ter produzido uns 15 cafés. As pessoas não tomam cafés em suas casas (provavelmente não tem uma como eu em casa, muito menos móveis todeschini). Eu não agüento. Acendo a luz vermelha. Eles me abrem, me remexem, colocam água, tiram o pó e da-lhe grão. Leave me alone, please. Eu só queria um sossego mas nem a luz vermelha adianta. E lá estou eu de novo fazendo café e mais café para ser colocado em copos descartáveis e bebido em goles rápidos em frente ao computador.

Eu tenho um vaporizador. Vaporizar o leite é uma arte. Ele deve ficar cremoso, e não espumado. Os movimentos circulares devem ser permeados por movimentos verticais para incorporar todo o leite. Mas, aqui, nem leite mal vaporizado sai. No máximo, ligam a parte da água quente para fazer sopa Vono. Sopa Vono, para mim, entra no mesmo nicho dos cafés solúveis. Ou seja, a segunda linha das coisas instantâneas. Lixo. Escória.

19h55 e eles ainda estão aqui.
Talvez terei mais uma hora de trabalho. Depois dormirei do lado do galão de água que, diferente de mim, está onde deveria.


Sexta-feira, Setembro 12, 2008

Reflexões miraculousianas sobre política, economia, futebol e cerveja.

Tá rolando a maior treta entre a Bolívia e o Brasil. Tanta treta que eu to achando que o empate da seleção foi diplomático. Imagina se eles perdem o jogo. Se o Brasil perdesse também ficaria ruim, demonstraria fraqueza. Então, nem você nem eu, ficamos assim.

Eu não entendo nada de política internacional e o que dá direito a um pais de influenciar o outro. Esse papo de somos paises amigos meio que não cola. Ta na cara que, no caso da Bolívia, é por causa do gás e do petróleo. Sem isso, a Bolívia poderia explodir (anh? Anh?) que o Brasil ia estar cagando. O governo brasileiro, no caso.

Mas tava meio na cara que o Evo Morales foi um presidente meio folclórico. Como seria se o Lula tivesse ganhado em 89. Graças ao Collor isso não aconteceu e, hoje, o Lula é o presidente com maior popularidade. Nunca na história desse pais um presidente agradou tanto. 68% da população. Po, é gente pacas. E, considerando que já havia saído a pesquisa de que no Brasil a maioria é classe média, nem pode falar que é por causa dos pobres desdentados. É a classe média com implante zigomático. É, minha gente, as estatísticas mostrando como o universo funciona.

Eu, pra não deixar de contrariar, desconfio de tudo. Desconfio até dessa onda de classe média. Acho que o que aumentou nesses últimos anos foi crediário das Casas Bahia. O que eu conheço de gente que coleciona aqueles carnês não ta escrito. Sem falar no poder de compra que caga com o orçamento. Eu ainda fico tentando fazer as contas e descobrir como que, há 4 anos atrás, eu me sustentava com 600 reais. E, pelo o que eu me lembre, eu me divertia naquela época. Não tomava heinecken ainda, mas me divertia.

Mas enfim, fiquem atentos. Ainda bem que eu me mudei mais pra perto do litoral. Se der uma treta ainda maior com a Bolívia, a gente pega o bote. Se bem que se o aquecimento global atacar primeiro, eu to lascada. Mas esse é outro assunto.


Ditados populares pouco populares

Eu tenho uma certa ojeriza a ditados populares. Odeio quando você está falando sobre os defeitos de alguém e uma pessoa fala: Mas se nem Jesus Cristo agradou a todo mundo... Parou tudo. Não senhor. Não me venha com ditados populares como argumento. Faça qualquer coisa, menos isso. Acho que da próxima vez que isso acontecer vou contar a história da Terceira Guerra Púnica. Que é a seguinte:

Essa guerra púnica foi entre o Império Romano e o povo de Cartago. Como o próprio nome sugere, tiveram outras duas guerras antes da terceira. Aí, com um fim da segunda, eles fizeram um acordo. Cartago não poderia entrar em guerra com mais ninguém no mundo todo. Ninguém, paz forever. Se eles entrassem em guerra, Roma invadiria Cartago. Beleza. Fechou.

Os anos se passaram e tava todo mundo numa boa. Cartago cumpriu o prometido e a paz reinava por aquelas bandas. Mas um tal dum senador romano meio saudosista, não esquecia um ditado popular que falava mais ou menos que Cartago não poderia ficar numa boa. Delenda est Carthago (Cartago precisa ser destruída). Eles encucaram com isso. E Roma estava tão sem problemas que foram caçar briga com Cartago que estava lá na deles. Um dos motivos era que Cartago estava prosperando também. Enfim, invejinha justificada com um ditado popular.

Mas Roma não poderia simplesmente chegar chegando em Cartago porque eles tinham um acordo de paz, que Cartago cumpria direitinho. Então, o que os senadores decidiram: Falaram com um país da África que era mais brother deles e pediram para atacarem Cartago. Assim, sem mais nem menos. Estava na cara que isso era intriga de Roma, e Cartago sacou. Os caras ficaram lá, na deles, recebendo ataque de tudo quanto era lado, mas sem se defender porque eles não poderiam entrar em guerra. E ainda pediram pra Roma parar com essa onda errada. Po, vamos viver na paz. Mas não adiantou. Aí o povo de Cartago começou a se defender. Aí já era, guerra mesmo. Aí Roma disse que Cartago quebrou o acordo e invadiu Cartago. Resultado, Cartago foi atacada duas vezes ao mesmo tempo agora. Tenso. E os caras eram bravos, não se renderam.

Teve uma época que a situação estava tão dramática que as mulheres cortavam os cabelos para fazer cordas pro exército. Mas não adiantou. Cartago perdeu, os romanos destruíram a cidade toda e ainda jogaram sal na terra pra nada mais nascer lá. E, hoje em dia, ninguém sabe direito onde ficava Cartago original, porque os romanos ainda construíram uma outra cidade com o mesmo nome em outro lugar, só pra confundir.

Agora, me diz. Isso tudo por causa de um ditado popular infame repetido milhares de vezes. Poderia ser outra coisa como: Quando um não quer, dois não brigam. Ou, "macaco velho não mete a mão em cumbuca". Mas cara, chega né.

Sábado, Agosto 30, 2008

Castrar a gata é o melhor. Ok, então vamos lá.
Antes, em bsb, eu aguentava os cios de Betty Blue numa boa. Quer dizer, numa boa não, mas aguentava. Mãe é mãe, né?
Agora, em sampa, apê novo e um pai postiço forçado, a castração foi inevitável. Beleza, tem um pet aqui perto, conversei com a veterinária e marcamos a cirurgia. Para hoje, sábado de manhã.

Antes disso, ontem a noite, encasquetei que TINHA que ir no show de lançamento do cd do Forgotten Boys no Inferno. Sabe aquela sensação de dever? Então. Duas brahmas em casa (horríveis por sinal. Heinecken, nunca mais te abandono) me deram ânimo para subir a augusta com 13ºC e perigando chover. Lá fui eu, sozinha porque ninguém mais sentiu que devia ir a esse show. Sem problemas, estou naquela fase em que assumi que sou sozinha mesmo e não vou deixar de fazer o que eu quero. Quase o fundo do posso, mas acho que não é. Claro que bate aquele momento "caracas, as pessoas vão ficar com dó de mim pq fui pra balada sozinha" mas nada que uma dose de vodka não cure. Enfim, cheguei feliz em casa 5h da matina. Coisa leve. A cirurgia da bebê estava marcada para as 11h.

Quem me conhece sabe que fim de semana o dia começa depois das 14h. Tem teeeempos que eu não sei o que é um sábado ou domingo de manhã. Mas ok, deveres de mãe e acordei feliz pra levar a BB para o seu martírio.

Cheguei na hora, e aí começou o desespero. Também chamada de ANESTESIA.
Primeiro que eu estava (estou) morrendo de medo dessa cirurgia. Sei lá, anestesia geral dá aquele medo, né? Eu sempre lembro do cara o LS Jack que ficou bobão. Além de cirurgia, cortar a barriguinha da BB. MEDO. CAGAÇO.

Cheguei na vet falando que tinha sonhado no dia anterior que ela tinha morrido (a gata, não a Vet). Então, CUIDADO.
3 pessoas segurando 2 kilos de gato e a anestesia foi aplicada. Deu vontade de chorar. Sério, e nem foi porque ela consegui me morder, mas cara, agulhas são aterrorizantes. Ainda bem que eu não sou diabética. Nem curto heroína.

Betty Blue pula no chão assim que as seis mãos que a seguravam a soltaram. Logo ela começou a ficar tonta, cair no chão. Tipo eu chegando em casa se tivesse tomado mais umas 3 vovós. Depila a barriguinha e a vet me dispensa. Saí com lágrimas nos olhos. Sério, eu gosto muito daquela bichinha e ver ela sofrendo é total aquele lance de "vai doer mais em mim do que em você". Eu, felizmente, pude tomar um cappucino na Bella Paulista pra poder me livrar dos maus pensamentos.
Chego em casa e o telefone toca. É a vet. A anestesia não pegou. Quer dizer, pegou o suficiente pra deixar ela grog, mas não anestesiada total. Se tentasse reaplicar a BB poderia morrer (ela me disse: aí ela pode morrer MESMO. Meio como quem diz: seus sonhos vão se realizar, fofa). Solução: Anestesia respiratória. Que não afeta o metabolismo e é tiro e queda. Literalmente. Ok. Nada que mais 180 miaus não paguem.

Lá vou eu buscar a minha gata. Porque o anestesista desse tipo iria vir não sei de onde e só ia chegar 14h. Já eram 12h. Voltei com a gata dando pinotes dentro da caixinha. Cheguei em casa, enrolei ela no meu edredon, vou pra sala e escuto um CATAPEF. Ela deu um salto mortal da cama e tava parecendo um peixe fora d'água, sem conseguir ficar em pé. Solução: abraçar a gata e tentar fazer ela dormir. Entre um pinote e outro, ela mudava de posição. E nada do efeito passar. Um dado momento ela deita encolhidinha no meu peito e fica olhando pra mim com aquelas mega pupilas dilatadas. Não aguentei. Chorei, chorei chorei. Chorei mesmo! Aquele choro que quase tem soluço.

Ligo pra vet, são quase 14h, pergunto se tem problema ela ir assim, dando pinotes, pra tomar a outra anestesia. Vai que dá um efeito colateral, tipo misturar bebida. Ela disse que não, que a outra anestesia era tipo um engov. Ia melhorar o que ela tava sentindo agora e anestesiá-la de verdade. Então tá, enxuga as lágrimas e vai.
Deixei ela lá agora. Fiquei por perto até o momento que o anestesista entubou ela. Isso, ENTUBOU. Colocou uma paradinha na veia dela que, assim como em gente, eles fazem no braço (na pata, no caso).

Que medo. Daqui 1 hora a vet vai me ligar pra dizer se correu tudo bem e pra ir buscá-la. Aí vai vir a parte dois: RECUPERACÃO. Que, espero, que seja mais calma.
Essa gata sofre, viu? E eu sofro junto.

Força BB. Mamãe já vai.





Sexta-feira, Agosto 22, 2008

Calma! Esquece tudo o que eu falei ontem.
A vida é bela, a flor é amarela e eu sou FODA!
Ah, cerveja.
Bjos, me liga.

Beto Barbosa - Adocica

Quarta-feira, Agosto 20, 2008

E a cada andada gigante nessa cidade, o folêgo fica mais escasso, e não é só por causa da poluição ou das ladeiras.
Agora estou na fase de fazer perguntas. Espero que logo venham respostas, porque não tem nada mais chato que o silêncio.

Jeff Buckley - Grace



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